A Morte de Amy Winehouse é Responsabilidade de Quem?

Por: Reginah Araujo

A princípio, por que pessoas jovens, com fama, riqueza e sucesso acabam destruindo a própria vida por meio de vícios, decisões equivocadas, comportamentos inadequados e entre outros? Por que a morte de Amy Winehouse ainda é um assunto muito debatido e cenário de acusações de quem foi o responsável pela sua morte?

Subliminarmente tem surgido boatos de que os 27 anos é uma idade maldita para os famosos!

Porque muito deles faleceram com a mesma idade como foi o caso do Kurt Cobain, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones, Jimi Hendrix e própria Amy Winehouse.

Certamente nós vivemos por fases, com vinte anos finaliza-se a adolescência e inicia-se com 21 anos a fase adulta. Pondo fim às mudanças ocorridas durante a adolescência.

Entretanto, o início da fase adulta traz uma sensação maior de responsabilidade, a pessoa se torna mais independente, apartando-se um pouco dos cuidados dos pais. Já que nesta fase muitos já estão trabalhando e tendo seu ganho financeiro!

E como isso moldou e levou a cantora ao fim?

Falecimento de Amy Winehouse

À primeira vista, nós sabemos que a Amy começou muito cedo no mundo da música, aos 10 anos ela já tinha uma banda de Jazz. Muito provavelmente por causa da influência dos tios maternos que eram músicos de jazz profissional.

Portanto, aos 16 anos, Amy passou a cantar profissionalmente. O primeiro disco, “Frank”, foi lançado quando completou 20 anos, produzido por Salaam Remi. O segundo disco, que por sinal deslanchou a carreira da cantora, foi  “Back to black”, que saiu em 2006. O disco foi produzido por Mark Ronson!

Então essa moça, pulou as fases que uma pessoa comum deveria passar! Consequentemente ela já tinha um senso de responsabilidade pelas coisas ao seu redor, maior do que as meninas da sua idade. Pois o ramo musical não é fácil, a exposição pública traz muitas responsabilidades, sem dúvidas, as pressões são maiores.

E este sucesso bem no início da fase adulta pode ter sido fatal para a cantora! Pois ela ainda era uma menina e estava descobrindo a vida. E segundo informações o seu núcleo familiar não era lá uma boa referência para ela.

Desse modo os eventos que ocorreram após o sucesso repentino com o lançamento do disco Back to Black, mostraram que ela ainda não tinha uma mente madura sobre questões importantes da vida como princípios e valores.

Segundo o seu pai Mitchell Winehouse, conta que à época do seu primeiro álbum, “Frank”, Amy fazia questão de abrir seus shows criticando quem usava drogas pesadas e pedia ao público que a acompanhasse em um refrão que associava o seu uso a uma fraqueza de caráter.

O ponto de virada da vida de Amy Winehouse

Morte de Amy Winehouse

Infelizmente, quando ela conheceu Blake Fielder-Civil, sua opinião sobre as drogas mudou, o rapaz apresentou a ela cocaína e heroína.

Certamente isso começou como algo inofensivo, só uns “pegas” para aproveitar o momento, nós sabemos que a maioria dos jovens na fase dos vintes anos adora farras, noitadas regadas a álcool e drogas.

E Amy tocava em muitos lugares, conhecia pessoas o tempo todo, tinha dinheiro suficiente para usar da forma que quisesse. Assim, ela supria suas vontades da maneira que queria, o que contribuiu e muito com a morte de Amy Winehouse.

O declínio da Amy começou com o término do namoro com Blake, as drogas e as bebidas foram seu refúgio contra a frustração, decepção e a tristeza.

Além disso, neste mesmo período ela perdeu sua avó, Cynthia, alguém que ela era muito próxima e acabou agravando seu Transtorno Depressivo.

Mas a Amy tentou se livrar desses vícios em vários momentos, só que a preocupação com sua carreira profissional não a deixava focar no tratamento. Tanto que nos anos em que ficou internada em Santa Lúcia, no Caribe, por 8 meses, ela passou a produzir um novo disco.

Contudo o material foi rejeitado por sua gravadora, pois estava muito influenciado pelos ritmos locais, especialmente o reggae.

Os últimos períodos antes de Amy Winehouse falecer

Nos últimos períodos da vida de Amy ela se encontrava muito debilitada, pois o abuso do álcool, das substâncias psicoativas juntamente com a bulimia nervosa debilitaram sua saúde, fazendo-a perder muito peso.

E ela abusava do cigarro, sendo diagnosticada com um estágio inicial de enfisema pulmonar e foi alertada pelos especialistas: “Se voltar a se drogar, você não só vai só arruinar a sua voz mas também vai perder a sua vida.” – alertou seu médico.

Então a pergunta que fica é, por que os familiares não intercederam? Por que os familiares de Amy Winehouse não a internaram mesmo contra sua própria vontade? 

Sem dúvida a morte de Amy Winehouse poderia ter sido evitada, se fosse levado em conta a sua incapacidade mental de lidar com a situação!

Qual a lição que fica para nós com a morte de Amy Winehouse?

Certamente não somos treinados para identificar um Transtorno Depressivo, mas conseguimos perceber quando alguém está se destruindo! Porque apesar de todos os problemas de saúde que Amy apresentava, e até foi avisada pelo médico que iria morrer se continuasse.

Mesmo assim ela não conseguia largar as drogas e o álcool, será que uma pessoa nestas condições pode de alguma maneira tomar decisões em sua vida?

Será que de alguma forma, alguém não poderia ter pensado: “basta! Se eu não internar Amy agora, mesmo sem seu consentimento, ela vai morrer, e para salvar sua vida vou tomar uma decisão por ela.

Antes e depois de Amy winehouse
Fonte: https://www.criatives.com.br/2018/08/antes-e-depois-das-drogas-10-fotos-chocantes-mostram-a-diferenca-da-dependencia-na-vida-das-celebridades/

O que você pensa sobre isso? 

Pois o simples fato de interná-la, teria evitado que ela tivesse contato com a bebida, e, consequentemente teria evitado a morte de Amy Winehouse.

Dessa forma durante nos períodos de abstinência ela estaria em um ambiente controlado, com pessoas especializadas ao seu redor, prontas para ouvi-la, receitar medicamentos para amenizar a ansiedade e o estresse, e ajudar ela no que fosse preciso.

Assim ela não teria como, sair e comprar uma garrafa de bebida!

Segundo dados do G1, no laudo, Amy tinha 416 mg de álcool por 100 ml de sangue. De acordo com a Dra. Marta Jezierski, Diretora do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, para uma mulher de cerca de 50 quilos atingir esse índice, ela precisaria beber o equivalente a uma dose de uísque a cada dez minutos durante três horas.

Portanto podemos imaginar, o quanto ela devia estar deprimida e em crise de abstinência para ingerir tamanha quantidade de álcool em tão pouco tempo.

Por fim peço que você pense nisso, por que pessoas que chegam no estado que Amy Winehouse chegou, não podem ficar sozinhas, não são capazes de tomar boas decisões que assegurem suas vidas.

Da mesma forma que você impediria alguém de pular de uma ponte, é meu, é seu, é nosso dever também impedir que as pessoas ao nosso redor cometam o AutoExtermínio de modo indireto, como foi o caso da morte de Amy Winehouse!

O projeto QUEM PODE SALVAR MEU FILHO é uma instituição beneficiente que tem como objetivo combater o AutoExtermínio, portanto, ajude-nos a criar este projeto, faça sua doação!

MEU FILHO AGORA É SEU FILHO,
SEU FILHO AGORA É MEU FILHO,
NOSSO FILHO AGORA É DO MUNDO!

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