Privacidade do Depressivo – O Que Ele Esconde? Entenda o Grande Dilema!

Privacidade do Depressivo – por: Reginah Araujo

A princípio muito se fala sobre depressão, mas pouco se entende sobre este transtorno, e a situação piora quando precisamos falar sobre a privacidade do depressivo.

A pessoa que cuida do depressivo, muitas vezes os pais, encontram dilemas difíceis de serem respondidos!

Vou te fazer uma pergunta e quero que você me responda com muita sinceridade, pode ser aqui nos comentários ou na sua própria cabeça, tudo bem?

Se você tivesse um filho (a), esposo (a), mãe, pai ou amigo (a) diagnosticado com Transtorno Depressivo grave, sendo alertado, inclusive, pelo psiquiatra que tal pessoa tinha fortes inclinações suicidas.

Quais seriam as suas atitudes, os seus cuidados, o que você faria?

Você ousaria vasculhar suas coisas em sua ausência em busca de algo que poderia colocar em risco sua vida, como arma de fogo, corda, estilete, faca, tesoura, remédio entre outros?

Deixe sua resposta nos comentários!

Sem dúvida este é um dilema muito comum, principalmente de pais com filhos depressivos. Certa vez ouvi um relato chocante de uma mãe preocupada com a vida do seu filho!

Ela esperou o jovem sair de casa, e quando ficou sozinha mexeu em suas gavetas e lá encontrou uma arma de fogo, mas era uma arma de fogo de brinquedo!

De qualquer forma isso mostra claramente a inclinação e o apreço do rapaz por armas e, consequentemente, pela morte.

Em nosso livro digital “Transtorno Depressivo – Um Manual para a Sobrevivência”, listamos muitos sintomas da depressão e as pistas que indicam um jovem suicida, dentre os sinais está a verbalização e o gosto por coisas que envolvem a morte.

O outro lado da moeda

Certamente alguns consideram feio mexer nas coisas dos outros, e isto não está errado, por que é feio mesmo! Cada um tem suas particularidades e prefere que os demais não ultrapasse estes limites.

Com toda certeza a pessoa com Transtorno Depressivo, também pensa do mesmo modo. E não quer ninguém mexendo em suas coisas na sua ausência.

Então é aqui que entra a grande questão, nós como cuidadores, ao nossos olhos, estamos fazendo algo para cuidar e zelar por sua vida, para o depressivo estamos invadindo sua privacidade!

Inegavelmente é uma situação muito delicada, por que não queremos ser xeretas. Mas ao mesmo tempo não queremos ser displicentes, e se aquela arma de fogo encontrada por aquela mãe fosse verdadeira? 

Neste caso ela teria salvado a vida do filho! 

Sendo assim, é preciso pensar e repensar a privacidade do depressivo. Por que se ele perder a confiança em você, certamente, sua ajuda não terá tanto efeito sobre sua recuperação.

O depressivo precisa sentir confiança e que pode contar com você, ele precisa do seu apoio, precisa enxergar em você um porto seguro, alguém que não o critique e que o entenda.

O que fazer sobre a privacidade do depressivo?

depressão

Primeiramente, o depressivo é um pessoa sem vontade de viver, que não consegue ver sentido nas coisas, está constantemente desanimado e enfrenta uma dor emocional muito intensa.

Assim, com todos estes e outros sintomas, ele se isola por acreditar que a vida não vale a pena!

Entendendo os sintomas da depressão e a maneira como o TD faz a pessoa agir, você pode se tornar a motivação que falta em seus dias, você pode se tornar para o depressivo a razão pela qual vale a pena viver!

Você pode estar pensando, caramba isso é lindo na teoria, mas a realidade é mais dura do que isso, e eu concordo plenamente contigo!

Entretanto, mesmo que a realidade seja dura e difícil você pode fazer acontecer. O depressivo precisa muito de atenção, compreensão, carinho, de cuidados alimentares, motivação e você pode fazer isso da seguinte maneira:

  • Conversar constantemente com ele, respeitando os momentos que ele deseja ficar só e descansar.
  • Estimular ele a falar, faça perguntas abertas do seu interesse, sobre coisas que ele gosta;
  • Escute atentamente enquanto ele fala as coisas que lhe incomoda, olhe-o nos olhos, pegue em suas mãos, acaricie seus cabelos. Neste momento esteja apenas ali com ele, sem criticar, sem julgar, sem dar sugestões, apenas escute e tenha empatia.
  • Convide-o para ver um filme, jogar um jogo juntos, ir ao cinema, tomar um sorvete e etc.
  • Abrace-o mais vezes durante o dia! Como por exemplo, na parte da manhã quando vê-lo pela primeira vez, de um bom dia e um abraço. Faça ele ou ela sentir que a sua presença ali é importante.
  • Esteja sempre presente, se não puder estar pessoalmente ali com ele, ligue algumas vezes durante o dia, converse com um familiar ou se puder pague alguém para estar na residência enquanto estiver fora. Se possível, não diga que contratou a pessoa para tomar conta dele, ele vai se sentir um bebezão. Diga apenas que ela vai arrumar e cuidar da casa enquanto você trabalha!
  • Cuide dos hábitos alimentares dele, existem muitos alimentos que reduzem os sintomas negativos da depressão.

Conclusão

Transtorno Depressivo

Em suma crie um vínculo com ele ou ela, esteja sempre a sua disposição, converse com ele (a) sobre o suicídio, alerte sobre os riscos do Transtorno Depressivo.

Acredito que dessa forma você não precisa invadir a privacidade do depressivo. Mas em todo caso, se você desconfiar de algo, perceber mudanças em suas conversas ou ver melhoras repentinas, faça o que tiver que ser feito!

Você curtiu este conteúdo? O projeto Quem Pode Salvar Meu Filho (QPSMF), nasceu da iniciativa de uma mãe que ao se deparar com o TD do filho, teve um duro choque de realidade e sentiu que precisava alertar e ajudar outras pessoas.

Nosso projeto não tem fins lucrativos, por isso precisamos do seu apoio para colocar em ação a missão para a qual o projeto nasceu. Então faça sua doação ou torne-se voluntário!

Juntos somos fortes, precisamos de você!

MEU FILHO AGORA É SEU FILHO, SEU FILHO AGORA É MEU FILHO, NOSSO FILHO AGORA É DO MUNDO!

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