Síndrome do pânico – por: Reginah Araujo

Síndrome do Pânico: Descubra as Causas, Sintomas e Tratamento!

Em primeiro lugar é importante deixar bem claro que a síndrome do pânico não é sinônimo de depressão, existem algumas diferenças entre estes transtornos.

Contudo, muitas vezes a pessoa que possui síndrome do pânico, têm depressão grave, mas não há evidência de que uma condição cause a outra.

Então a síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade, onde a pessoa experimenta crises inesperadas de medo, insegurança e desespero, sem uma ameaça real.

Portanto os episódios de síndrome do pânico,  são marcados por crises de ansiedade extrema, sem uma explicação plausível; que acomete, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 280 milhões de pessoas no mundo. Isto é, 4% da população mundial!

Aliás, só no Brasil, 6 milhões de pessoas sofrem com a síndrome, então é um transtorno que acomete uma minoria, levando em conta que o Brasil possui 211,8 milhões de habitantes.

Ainda outro dado interessante sobre este transtorno, é sobre a frequência que ele acontece, estima-se que 3% dos brasileiros experimentam um episódio de síndrome do pânico uma vez ao ano.

Sem dúvida é um transtorno que prejudica a vida pessoal e profissional da pessoa. Pois uma vez que ela teve uma crise de pânico existe uma certa preocupação e medo da iminência de um novo episódio.

A fim de entender mais sobre esta síndrome, vamos nos debruçar sobre o assunto, entender as causas, sintomas e possíveis tratamentos para a síndrome do pânico.

Quais são as causas?

quais são as causas do pânico

Antes de mais nada, não existem causas exatas que identifiquem qual o estopim para o surgimento desta síndrome.

Mas devido a diversos estudos, a ciência afirma que existem gatilhos que podem influenciar o surgimento da síndrome do pânico, como:

  • A genética
  • O temperamento do indivíduo
  • Estresse
  • Acontecimentos com forte impacto emocional que provocam mudanças cerebrais.
  • Entre outros

De acordo com o especialista do blog Zenklub, Massashi Saito, existe mais alguns fatores de riscos que podem desencadear uma forte ansiedade e, consequentemente, a síndrome do pânico, confira.

  • Estresse extremo;
  • Mudanças radicais;
  • Morte ou doença de um ente querido;
  • Estresse pós-traumático;
  • Histórico de violência e abuso na infância;
  • Preocupação excessiva;
  • Necessidade de querer estar sempre no controle da situação;
  • Expectativas muito altas;
  • Dificuldade de aceitar mudanças de opinião;
  • Excesso de pensamentos negativos;
  • Ignorar ou não aceitar que algo esteja errado;
  • Ficar constantemente ocupado;
  • Admissão de grandes responsabilidades;
  • Alto nível de exigência pessoal;
  • Perfeccionismo;

A saber, a síndrome do pânico é mais comum em mulheres, do que em homens, e os mais afetados são os adultos, sendo mais comum em pessoas a partir dos 30 anos.

Certamente os fatores listados acima são apenas alguns dentre muitos que podem ocasionar uma crise de ansiedade e contribuir para o surgimento de uma crise ou síndrome do pânico.

Então, caso tenha algum fator que possa ter desencadeado a síndrome do pânico e não foi listado, escreva nos comentários, assim podemos incluir na lista acima e deixar ela o mais completa possível.

Qual é o sintoma da síndrome do pânico?

Qual é o sintoma da síndrome do pânico?

À primeira vista, os sintomas da síndrome do pânico são muito confundidos com outras doenças relacionadas à medicina.

Isso acontece porque a síndrome do pânico tem sintomas parecidos ao de um ataque cardíaco, derrame, problemas da tireoide ou distúrbios respiratórios.

Como resultado, as pessoas que têm estes episódios de pânico acabam indo para um hospital, porque acreditam que existe algo que pode colocar em risco sua vida.

Portanto quem experimenta um episódio de pânico lida com sintomas físicos e psicológicos!

 Sendo assim os sintomas Físicos são:

  • Palpitações e aceleramento cardíaco;
  • suores intensos;
  • Calafrios e/ou ondas de calor;
  • Tremores e/ou formigamento;
  • Sensação de falta de ar, sufocamento ou asfixia;
  • Náuseas e/ou desconforto abdominal;
  • Dores e/ou desconforto no peito ou tórax;
  • Tonturas e/ou vertigens

E os sintomas psicológico são:

  • Medo de perder o controle e/ou de enlouquecer;
  • Medo de morrer;
  • Sentimento de perigo;
  • Sensação de bloqueio mental;
  • Desrealização ou despersonalização das pessoas e coisas;
  • Angústia;
  • Sensação de ansiedade generalizada;
  • Medo do medo de ter outro episódio de pânico;

Em síntese, a despersonalização citada ou desrealização DP é um transtorno que pode ser desenvolvido através da depressão, transtorno bipolar e da esquizofrenia.

Também pode ser desenvolvido em situações de ansiedade extremas e traumas, tanto físico como psicológico. Esse transtorno faz com que a pessoa se dissocie da realidade, como um mecanismo de defesa diante de um conflito muito intenso.

Entretanto ainda há outro transtorno que o indivíduo pode desenvolver por causa da síndrome do pânico, que é a Agorafobia. Onde o sujeito evita situações ou lugares em que ele já teve um ataque de pânico.

Qual o tratamento?

tratamento para transtorno do pânico

A princípio este transtorno pode ser tratado ou amenizado quando devidamente acompanhado por um profissional da área!

Normalmente os profissionais usam a psicoterapia para tratar esta síndrome, esse tratamento age nas causas dos sintomas para amenizar os episódios de pânico até a possível eliminação do mesmo.

Então este tipo de tratamento combina duas vertentes:

  • Cognitiva: reconhecendo quais estímulos internos e específicos desencadeiam a síndrome: analisando pensamentos, emoções e sensações. Dessa forma o profissional conduz o paciente para a modificação destes padrões de interpretação.
  • Comportamental: focada na mudança de comportamentos disfuncionais do sujeito, para restabelecer a qualidade de vida e o bem-estar.

Entretanto, reforço novamente, este conteúdo tem fins apenas informativos, não serve para diagnóstico, nossa recomendação é buscar um profissional da saúde mental e seguir o tratamento recomendado por ele, só assim será possível uma recuperação adequada.

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